terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cidadãos indignados fazem manifesto à chegada de Dilma em Sinop

O texto é do internauta Murilo Amorim publicado em sua página no Facebook

É preciso que nossos governantes desçam dos helicópteros e venham viver a vida real junto da população. Hoje a presidente Dilma Rousseff veio à Sinop de avião, tomou um helicóptero e seguiu até Lucas do Rio Verde, não sem antes visualizar a nossa mensagem, o nosso protesto, uma faixa de 10 metros com os dizeres: Dilma, vá pela BR163!

É um protesto simbólico, de cidadãos indignados com as mortes que acontecem dia sim e dia também, nessa estrada. No domingo 02/02 eu perdi um colega de trabalho e amigo, o jovem Daniel Longo, 29 anos, cheio de planos e cheio de vida, dois dias depois um ônibus capotou no mesmo trecho e lá se foram mais quatro vidas, na data de ontem 10/02, menos de 10 dias depois, faleceu mais uma pessoa aqui próximo a Sinop. Conseguiram acompanhar a contagem? Eu estou falando de mortes entre Sinop e Cuiabá, um trecho de 500 km, a BR163 corta 6 estados e tem 3467km de extensão. Quantas pessoas morrem por dia ao longo dessa BR?

Dá para chamar de acidente? Não, não dá. Tratam-se aqui de DESCASO, NEGLIGÊNCIA INÉRCIA e OMISSÃO. Alguns dirão "mas a BR já foi privatizada", a esses eu respondo com outro questionamento, quanto tempo o governo levou para descobrir que precisava ser feito alguma coisa? Quantas vidas já se foram e quantas irão até que se inicie a duplicação? A privatização é uma solução para 10, 20 ou 30 anos (e olhe lá), mas as pessoas estão morrendo hoje.

Se houvesse no mínimo, veja bem, NO MÍNIMO, asfalto de qualidade, sem buracos, e acostamento, muitas vidas seriam poupadas, uma que fosse, já valeria o investimento.

Foi um protesto silencioso, sem muvuca, sem tumulto, sem violência e sem foguetes, mas o recado foi dado, Dilma viu a faixa, acenou e entrou no helicóptero. O objetivo é simples, fazer com que ao sobrevoar a BR, ela vislumbre mais do que sacas e mais sacas de soja trafegando pela estrada".


Murilo Amorim

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