sábado, 22 de fevereiro de 2014

O blocão contra Dilma


O crédito da notícia é do jornalista Josias de Souza. Revela como o PMDB está enquadrando a  presidente Dilma (PT), em ano eleitoral:

“A semana termina com uma novidade incômoda para Dilma Rousseff. O condomínio partidário que dá suporte legislativo ao governo entrou em ebulição na Câmara. Deu-se na noite de quarta-feira (19). Num encontro que teve a participação de dois generais do PMDB — o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves e o líder da bancada Eduardo Cunha — representantes de nove partidos, oito dos quais governistas, decidiram reunir suas tropas num mesmo bloco.

Juntos, compõem uma infantaria de cerca de 290 votos num colégio de 513.

Os integrantes do bloco autoproclamaram-se ‘independentes’. Significa dizer que condicionarão os votos em plenário aos seus próprios interesses eleitorais, não às conveniências do Planalto.

O blog conversou com Henrique Alves na noite passada. Ele disse ter comparecido à reunião como ‘convidado’. Mas endossou a iniciativa. ‘Todo movimento que busca a afirmação dos partidos por meio da atuação na Câmara conta com o meu apoio. A presidenta Dilma faz o melhor para se reeleger. É lícito que os deputados queiram fazer o melhor para se reeleger também.’

Além do PMDB, estavam representados os pseudogovernistas PP, PR, Pros, PDT, PTB, PSD e PSC.  A novidade coincide com a reforma ministerial de Dilma, empacada há duas semanas.

Após promover na Esplanada as acomodações que interessavam ao PT, Dilma pisou no freio. O PMDB, seu principal parceiro, encontra-se no freezer há duas semanas. Foi contra esse pano de fundo que os supostos aliados da presidente decidiram isolar o PT na Câmara e priorizar os seus interesses em detrimento dos pedidos do governo. Generalizou-se entre os sócios do condomínio governista a impressão de que Dilma trata o seu partido de modo diferenciado.

Na fachada do governo, o PT e seus 17 ministérios. Nos fundões da Esplanada, o PMDB e o resto —em pastas que, além de tidas como “secundárias”, são compartilhadas com outras legendas e coabitadas por olheiros da presidente. Em nota, a bancada do PMDB abriu mão dos dois ministérios que ocupa: Agricultura e Turismo.

O PTB informou que também já não fazia questão de ocupar um ministério. E se Dilma concluir a reforma? Bem, nessa hipótese quem assume compromisso com ela é o partido, não a bancada. 

Dito de outro modo: Dilma pode levar o tempo de propaganda eleitoral dos partidos na tevê. Mas os deputados consideram-se desobrigados de votar com o governo em todas as matérias submetidas ao plenário. A ver.”

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