quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sindicato repudia humilhação de promotora de Justiça à jornalista grávida

Kalinka Meirelles

Walmir Santana
O Documento

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) juntamente com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), repudiam suposta situação de humilhação e vexame, enfrentada pela jornalista que atua em Rondonópolis, Kalinka Meirelles, durante o exercício profissional.

De acordo com o sindicato, Kalynka pretendia acompanhar uma reunião na sede do Ministério Público em Rondonópolis, como assessora de imprensa do secretário municipal de Promoção Social, Mohamed Zaher, mas foi expulsa aos berros pela promotora Joana Maria Bortoni Ninis.

O fato teria ocorrido na terça-feira, 11 de fevereiro, na Promotoria de Justiça de Rondonópolis. À imprensa, a promotora Joana Maria Bortoni Ninis, titular da 1ª Promotoria Cível de Rondonópolis, negou que tenha gritado ou ofendido a jornalista Kalynka Meirelles. A promotora criticou a exposição de membros do Ministério Público e disse que segue a orientação da corregedoria ao atuar com discrição.

Confira a nota de repúdio na íntegra
A jornalista Kalynka Meirelles, que atua em Rondonópolis, denunciou ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que foi vítima de uma situação humilhante e vexatória, durante o exercício profissional.

Kalynka pretendia acompanhar uma reunião na sede do Ministério Público em Rondonópolis, como assessora de imprensa do secretário municipal de Promoção Social, Mohamed Zaher, mas foi expulsa aos berros pela promotora Joana Maria Bortoni Ninis.

A reunião era para tratar sobre políticas públicas em favor dos idosos.

Várias pessoas testemunharam a reação raivosa da promotora contra a jornalista que está grávida e chegou a passar mal.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam tal falta de respeito que fere o direito e o dever do profissional da imprensa de acompanhar, noticiar e refletir as dinâmicas da sociedade, servindo de olhos, ouvidos e voz da população. Para desempenhar tal papel, o jornalista deve ter acesso a todos os locais de interesse público, sem restrições e sem berros.

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