sexta-feira, 7 de março de 2014

Em Mato Grosso, oposição pode ser maior que base

Taques deverá ter mais partidos ao seu lado
Se confirmar o apoio de mais quatro partidos (DEM – PSDB – PTB - SDD) para o pleito deste ano, o Movimento Mato Grosso Muito Mais, formado oficialmente pelo PSB, PDT, PPS e PV, se tornará maior que o grupo governista, até agora composto por sete legendas, sendo três delas consideradas nanicas em Mato Grosso (PMDB – PT – PSD – Pros – PCdoB – PRB e PSC).

Os dois lados, no entanto, ainda disputam a preferência de outras duas siglas: PP e PR. Ambas ainda não bateram o martelo quanto à posição que adotarão. Os progressistas, no entanto, estão cada vez mais próximos do grupo que tem o senador Pedro Taques (PDT) como pré-candidato ao governo do Estado.

Embora viesse participando das reuniões da base governista – inclusive indicando o empresário Eraí Maggi (PP) como um possível candidato ao Paiaguás a ser avaliado por uma pesquisa de intenção de votos -, a legenda nunca escondeu o descontentamento com a atual administração estadual.

A bancada progressista na Assembleia Legislativa, aliás, vem adotando um posicionamento “independente” em relação ao governo desde meados do ano passado.

Os republicanos, por sua vez, ensaiaram uma debandada para a oposição, mas já teriam recuado. Entre os motivos estaria o fato de o grupo de Taques já ter uma pré-candidatura ao Senado definida: a do senador Jayme Campos (DEM), que deve tentar a reeleição.

Acontece que a prioridade do PR no pleito deste ano é eleger seu presidente regional, o deputado federal Wellington Fagundes ao mesmo cargo. O republicano ensaia esta candidatura há anos.

Apesar disso, o coordenador geral do comitê pré-eleitoral de Taques, o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), afirma que não está convencido sobre o posicionamento do PR. Segundo ele, o grupo ainda vai insistir no diálogo com o partido.

“Eu ainda acredito no interesse do PR e de muito de seus membros em fazer parte desta aliança política em prol do projeto encabeçado pelo senador Pedro Taques”, disse o socialista nesta semana.


O chefe do Executivo municipal, juntamente com os demais membros do comitê – o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) - devem marcam reuniões com Wellington e o deputado estadual Ezequiel Fonseca (presidente do PP em Mato Grosso) para a próxima semana. (KA) 

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