sábado, 8 de março de 2014

Promotor quer que carne de jumento seja servida em penitenciárias e creches no RN


A carne de jumento poderá entrar para o cardápio das penitenciárias do Estado e até da merenda escolar. Esta pelo menos é a proposta do promotor de Justiça Sílvio Brito, de Apodi (RN), que na próxima quinta-feira vai promover um almoço para autoridades convidadas e a imprensa, quando serão servidas iguarias à base da carne de jumento.

Ele começou a trabalhar essa ideia após uma audiência pública em Apodi, oportunidade em que era discutida a constante presença de animais nas estradas, principalmente jumentos. Por conta do problema, vários acidentes têm sido registrados ao longo dos anos com saldo de pessoas mortas ou mutiladas.

Após a audiência foi desencadeado um esforço concentrado que contou com o apoio das polícias Rodoviária Federal e Estadual. Em paralelo, o promotor criou uma entidade de proteção de animais, na zona rural de Apodi que, hoje, já conta com 600 animais recolhidos nas estradas da região. A destinação dos animais seria o principal problema a partir de então.

Com isso, o promotor Sílvio Brito passou a se reunir com professores da área de veterinária da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), que garantiram através dos estudos, que a carne é apropriada para o consumo humano.

Segundo Brito, a carne de jumento é perfeita para o consumo humano, e apenas barreiras culturais impedem esse consumo. A ideia do almoço é quebrar essa barreira e mostrar para as pessoas que a carne de jumento é própria para o consumo humano. Muito parecida com carne de boi, difícil de distinguir uma da outra, afirma.


Prefeitos da região, promotores e juízes, entre outras autoridades estão sendo convidados a degustarem da carne de jumento. A ideia inicial é inserir no cardápio dos presídios e em seguida estimular o consumo geral.

Nenhum comentário:

Postar um comentário