quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bomba congelada em ano eleitoral

O governo Dilma (PT) está fazendo maior jogo de cintura para evitar novo aumento no preço dos combustíveis, negociado com a Petrobras para junho.

O núcleo político do Planalto sabe que manter a bomba congelada é imprescindível para a imagem da presidente, principalmente depois que os brasileiros descobriram o “calote” da energia elétrica, que o governo barateou agora para aumentar depois das eleições.

A Petrobras, machucada com o escândalo da refinaria da Pasadena, onde milhões de reais escaparam por algum duto, precisa superar a defasagem no preço da gasolina para melhorar seus índices financeiros. Porém, a solução não é o melhor remédio em ano eleitoral, visto que a presidente Dilma precisa estancar a queda nos índices de popularidade e aprovação de governo, para continuar a caminhada à reeleição.

Observe que a pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada apontou uma queda de sete pontos na aprovação de governo e cinco pontos na popularidade da presidente.

E, se levar em consideração que a pesquisa não alcançou o desgaste do escândalo da Petrobras, a situação é preocupante; daí, o governo precisa criar uma agenda positiva para sair da situação incômoda.

O lançamento da quinta etapa do Mais Médico faz parte do processo de recuperação. Quando o programa foi lançado, em meio ao mau humor das ruas, em julho do ano passado, surtiu efeito imediato.

Foi a partir da chegada dos médicos estrangeiros nas cidadezinhas de todo o País que a imagem do governo e da presidente reagiu, ganhando novo fôlego e alguma “gordurinha” para queimar.

É essa “gordurinha” que mantém Dilma com bons índices na corrida presidencial, porém, necessitando resolver as dificuldades que surgiram recentemente, e que a oposição tem potencializado com maestria. Dessa forma, segurar o preço dos combustíveis tornou-se imprescindível, para evitar crise maior. César Santos

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