domingo, 18 de maio de 2014

A Campanha eleitoral já começou, embora irregular


Causa espanto o silêncio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais diante das campanhas antecipadas que os pré-candidatos à Presidência da República têm feito Brasil afora. Eles prometem tudo e mais um pouco, sem nenhum constrangimento, diante de plateias arranjadas e compradas para produzir aplausos. 


Que eu saiba, as campanhas só estarão liberadas em 5 de julho. A omissão de fiscalização por parte dos órgãos responsáveis só confunde ainda mais o já perdido eleitor. Na outra ponta, os dados estatísticos do TSE quanto aos gastos para estruturar uma eleição e a recorrente ausência do eleitor e do número de votos nulos mostram que o atual modelo de eleições está cansado, desgastado e obsoleto. A tecnologia da biometria acelera o processo de voto, mas não afasta o descontentamento do eleitor, pela obrigatoriedade de ir às urnas.

Se continuar dessa forma, o número de eleitores ausentes, votando em branco ou anulando o voto vai aumentar ainda mais. Se o voto não fosse obrigatório, talvez os políticos tomassem mais consciência de seus papéis no cenário público e, aí sim, poderíamos ter uma política mais decente no país. O órgão que cuida de disciplinar a propaganda eleitoral e o pleito não pode ignorar os atos precipitados dos principais candidatos à Presidência. São discursos inócuos, apelativos, repetitivos e sem nenhuma visibilidade do que possam ser mudanças. Assim, ficamos sem saber o que pode avançar de fato.

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