sábado, 17 de maio de 2014

Em país sério também tem corrupção. Mas lá tem punição rígida e rápida


EX-PRIMEIRO MINISTRO ISRAELENSE EHUD OLMERT CONDENADO POR CORRUPÇÃO.
                                                                             (photo credit: Ami Shooman/Flash90)

Tribunal de Justiça de Tel Aviv condena Olmert à prisão, multa, e diz que ele é ‘traidor da pátria’ por aceitar propinas durante seu governo para facilitar a construção do condomínio residencial Holyland. A sentença foi de seis anos de prisão (lá não existe “regime aberto”) e pagamento de multa de um milhão de shekels. Olmert insiste que é inocente no caso de corrupção alegada na HOLYLAND e diz que vai apelar da sentença.

Ehud Olmert foi condenado a seis anos de prisão, a dois anos de suspensão dos seus direitos civis, e ao pagamento de uma multa de um milhão de Shekels (289.000 dólares) por um tribunal distrital de Tel Aviv na terça feira de ontem, com o juiz passando-lhe uma tremenda descompostura e chamando-o de “traidor da pátria”.

“Os crimes de corrupção por propinagem pelos quais Olmert foi condenado”, disse o juiz David Rozen, “foram os piores previstos pelo Código Penal israelense". Rozen acrescentou que "sem confiança não pode haver serviço público íntegro".

Olmert terá 45 dias para recorrer da sentença, e o Supremo Tribunal Federal vai decidir se ele vai para a prisão durante o processo de recurso. Se perder a sua apelação, Olmert vai se tornar o primeiro ex-primeiro-ministro a servir tempo de prisão desde a fundação do estado judeu. Como as coisas estão, está programado para que comece a cumprir sua sentença em 1º de setembro deste ano.

"O crime de propinagem e suborno pode poluir o serviço público", disse Rozen. “O suborno”-- continuou ele – "destrói os governos" e é "um dos piores crimes" previstos pelo código penal. O juiz disse ainda que os funcionários públicos que recebem propinas são equivalentes a "traidores"porque traem a confiança do público manifesta pelo voto. Olmert "ocupou a posição política mais importante e central de governo em Israel e acabou condenado por crimes desprezíveis", disse o magistrado.

Antes de ler a sentença de Olmert, Rozen chamou o ex-Primeiro Ministro de “uma pessoa do povo, inteligente e brilhante” e elogiou-o por ser um “ávido Sionista” e por contribuir com a inclusão de famílias enlutadas no Memorial de Yad Vashem do Holocausto.

Vestindo uma camisa azul real e calças de algodão cáqui, Olmert parecia cansado e subjugado quando ele entrou na sala de tribunal. Um repórter do Canal 2 disse ele desviou o olhar enquanto o juiz proferia a sua sentença.

A sentença foi proferida há mais de um mês depois que Olmert fora condenado por múltiplas acusações de suborno decorrentes do seu envolvimento como prefeito de Jerusalém num escândalo de corrupção maciça em torno da edificação e desenvolvimento do complexo residencial ‘Holyland’ numa colina nobre da cidade.
De acordo com a decisão, o empresário Shmuel Dachner, que acabaria por se transformar em testemunha do Estado (e que faleceu em meados de julgamento, horas após uma sessão de interrogatório), deu ao irmão endividado de Olmert, Yossi Olmert, cheques pós-datados de 500.000 shekels cada (143.000 dólares) a mando de Olmert. Dachner na ocasião representava a incorporadora Hillel Charney, que foi condenada por lavagem de dinheiro e pelo suborno de Olmert, seu então assistente – e futuro prefeito de Jerusalém - Uri Lupolianski, e outros.

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